sexta-feira, 26 de novembro de 2010

dulcinéia


nem precisou bater,
silenciosamente não deixou que a porta permanecesse fechada.
pra quê, né?
arrastou o sofá.
ajeitou a frestinha da janela pra que fosse possível ver a
gota de orvalho:
simples, perfeita,
sana a sede do pássaro e tem o feitiço de tudo aquilo que brilha,
engana a gana daqueles que se iludem pelo brilho e deixam de beber.
mas nós?
nós somente estamos olhando.
doce pedaço de agora,
não se esqueças de que quando chegar a hora
não precisas se levar embora
podes voltar, num ir e vir que não tem demora
aliás, podes encostar a tua cabeça em meu colo
pois não estou cansada.

não se esqueças de não deixar que a porta permaneça fechada...

(à jéssica)

Um comentário:

  1. aiii.. eu posso com isso?

    a porta jamais estará fechada.
    e não importa para onde nossos faróis nos levarão... estaremos sempre juntas, sem cansaço.

    Jéssica

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