terça-feira, 29 de julho de 2014

Llum

Chegaste na hora, estrela cadente
Entraste, falaste, ouviste, me amaste
Fizeste de mim um eterno presente
Sou livre, tornaste-te meu lugar de paz

Sou todos os versos de tua poesia,
Me fitas, me miras, mergulho em teus olhos
Teus olhos brilhantes, gigantes iscas
Nossos corpos conversam por horas e horas

Voamos juntos, verdadeiros amantes
Os prazeres são nossos, o mundo é gigante
Te busco nos sonhos, te encontro ao lado
Abro os olhos e vejo: 


Es luz, luz, luz 

Cabeça fechada na esquerda

Nesses últimos tempos, conheci um tipo de pessoa perigoso. Essas pessoas deram a sorte de terem a cabeça fechada na esquerda. O que quero dizer com isso?

Sempre escutei e ainda escuto muitas críticas a pessoas chamadas “tradicionais”, “conservadoras”, “cabeças fechadas”. Não acho muito legal categorizar, mas creio as tais “cabeças fechadas” seriam, basicamente, aquelas que ainda possuem uma postura religiosa ou, mais do que isso, moralista. Elas têm medo das drogas, têm fé em deus, acreditam na polícia, são contra o aborto, etc. etc. etc. Atenção! Não estou dizendo que sou contra ou a favor dessas ideias.

Existe, porém, um outro tipo de pessoa, que é o “cabeça fechada na esquerda”. Eles são contrários a tudo o que os chamados “tradicionais” acreditam. Em calorosas conversas “cabeça”, defendem exatamente os opostos: deus não existe, legalização da maconha, a favor do aborto em qualquer caso, etc. etc. etc. Atenção! Não estou dizendo que sou contra ou a favor dessas ideias.

Então pensamos: “Nossa, essa pessoa tem os olhos abertos para as novas necessidades e realidades do mundo atual, bacana!”. Entretanto, pobre de você se tiver uma opinião que diverge um milímetro do que o “cabeça aberta na esquerda” pensa. Eles se mostram tão cegos quanto aqueles que não conseguem tirar os pés do tradicional. Eles, que numa primeira conversa parecem ter a cabeça aberta, desconhecem que cada assunto possui muitos pontos de vida, que cada história é uma história, que não se pode simplesmente bater o martelo sem se pensar nos dois lados da moeda. Eles, assim como os de direita, JULGAM, sem se abrir a reflexões.


E aí eu me pergunto: qual é a diferença entre aquele que só enxerga o tradicional e aquele que só enxerga o novo, se ambos não enxergam um ao outro?