Nesses últimos tempos, conheci um tipo de pessoa perigoso.
Essas pessoas deram a sorte de terem a cabeça fechada na esquerda. O que quero
dizer com isso?
Sempre escutei e ainda escuto muitas críticas a pessoas
chamadas “tradicionais”, “conservadoras”, “cabeças fechadas”. Não acho muito
legal categorizar, mas creio as tais “cabeças fechadas” seriam, basicamente,
aquelas que ainda possuem uma postura religiosa ou, mais do que isso,
moralista. Elas têm medo das drogas, têm fé em deus, acreditam na polícia, são
contra o aborto, etc. etc. etc. Atenção! Não estou dizendo que sou contra ou a
favor dessas ideias.
Existe, porém, um outro tipo de pessoa, que é o “cabeça
fechada na esquerda”. Eles são contrários a tudo o que os chamados “tradicionais”
acreditam. Em calorosas conversas “cabeça”, defendem exatamente os opostos:
deus não existe, legalização da maconha, a favor do aborto em qualquer caso,
etc. etc. etc. Atenção! Não estou dizendo que sou contra ou a favor dessas
ideias.
Então pensamos: “Nossa, essa pessoa tem os olhos abertos para
as novas necessidades e realidades do mundo atual, bacana!”. Entretanto, pobre
de você se tiver uma opinião que diverge um milímetro do que o “cabeça aberta
na esquerda” pensa. Eles se mostram tão cegos quanto aqueles que não conseguem
tirar os pés do tradicional. Eles, que numa primeira conversa parecem ter a
cabeça aberta, desconhecem que cada assunto possui muitos pontos de vida, que
cada história é uma história, que não se pode simplesmente bater o martelo sem
se pensar nos dois lados da moeda. Eles, assim como os de direita, JULGAM, sem
se abrir a reflexões.
E aí eu me pergunto: qual é a diferença entre aquele que só enxerga
o tradicional e aquele que só enxerga o novo, se ambos não enxergam um ao
outro?