sexta-feira, 19 de novembro de 2010

verborragia, verborrugir, verbo-agir


Queria saber de verdade o que se passa aqui.
Queria ser forte ao ponto de cumprir as minhas decisões, mas não o sou.
Força hoje é decidir agir da forma que parece ser melhor e agir,
mesmo sabendo que tudo o que parece só parece.

E se tudo o que parece só parece, por que eu não posso estar em tudo aquilo que
nunca aparece? Deixa eu viver isso, mundo? Pára de ficar me puxando para o
que todo mundo alcança. Deixa eu acreditar que esse bando de convenções pode
até tentar me controlar, mas que não vai continuar me matando desse jeito.

O normal mata a gente. O normal é mestre na arte de normalizar.
Normalizar, enfiar no comum? Normalizar, normas? Normas. Normatizar.
Deixem-me, normas. Hoje quero conversar com as minhas dúvidas,
ver se elas me explicam o que se passa aqui.

Eu que nem tenho tanta certeza de nada. Que bom, não ter certeza de nada é ótimo. Pelo menos começo a ficar paralela às normas. E na paralela, ninguém pega ela. Rimazinha besta!

Foda-se. Apesar de eu saber que minha mãe desaprovaria esta palavrinha-refluxo vindo de mim, digo-a pois acredito que precisamos dessas palavrinhas para conseguirmos nos manter firmes neste mundo-normas-normal. Elas nos ajudam a grudar a palmilha no juízo - socialmente imposto. É... a gente só não levanta da cadeira e espanca aquele imbecil que só enche o saco o tempo inteiro, porque no momento em que nascemos a nossa mamãe querida vai enfiando sementes-regrinhas-básicas na nossa cabeça. Cria uma horta de legumes-posso e verduras-não posso e nos ensina que só podemos agir da forma que o mundo age, de acordo com regras sociais. Em vez de espancar o amiguinho, conversa com ele ou fala mal dele pelas costas, que é o mais provável.

Espero estar um pouquinho melhor amanhã.

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